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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Senador pede ao STF que ministro da Educação seja investigado

Equipe BR Político

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Na esteira das críticas às falas do ministro da Educação, Milton Ribeiro, em que diz que sua Pasta não tem responsabilidade sobre a volta às aulas e atribui a homossexualidade de jovens a “famílias desajustadas”, o senador Fabiano Contarato (REDE-ES) afirmou que entrará com representação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ministro seja investigado por homofobia.

O senador Fabiano Contarato

O senador Fabiano Contarato Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Em entrevista ao Estadão publicada nesta quinta-feira, 24, Ribeiro afirmou que deve promover mudanças no currículo de ensino básico em relação à educação sexual, pois, segundo ele, a disciplina é usada muitas vezes para incentivar discussões de gênero. O minsitro ainda afirmou que a homossexualidade “não é normal”. “A opção que você tem como adulto de ser um homossexual, eu respeito, mas não concordo”, disse. 

“Um ministro da Educação homofóbico, que violenta criminosamente os princípios de respeito e a igualdade entre as pessoas consagrados na Constituição. Meu repúdio absoluto a esse ataque preconceituoso, medieval e sórdido, que exige reação imediata das instituições democráticas!”, escreveu o senador. 

Outros parlamentares, incluindo a relatora da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha o MEC, Tabata Amaral (PDT-SP). “É lamentável que o governo siga usando o MEC como porta-voz dessa guerra obscurantista. Não vamos aceitar a intolerância, nem as esquivas do MEC em coordenar políticas públicas nacionais, como a garantia de conectividade p/ alunos e professores, que é um direito, sobretudo agora”, escreveu a deputada.