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por Marcelo de Moraes

Senador pego com dinheiro na cueca acusa PF de ‘terrorismo policial’

Equipe BR Político

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O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado na última semana com R$ 33 mil na cueca, acusou nesta segunda-feira, 19, por meio de nota emitida por seus advogados de defesa, a Polícia Federal de ter cometido “terrorismo policial” durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra o ex-vice-líder do governo no Senado no âmbito da Operação Desvid-19.

O senador Chico Rodrigues

O senador Chico Rodrigues Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

O texto é assinado por Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso e Yasmin Handar, que alegam que o dinheiro que estava sob posse do parlamentar “se destinava ao pagamento dos funcionários de empresa da família do senador”. Segundo os advogados, Rodrigues “está sendo linchado por ter guardado seu próprio dinheiro”.

A defesa chama de “reação impensada” a escolha do senador de esconder os valores na cueca. E justifica a decisão como “tomada diante de um ato de terrorismo policial, sem que haja qualquer evidência de desvio em sua conduta”.

Veja abaixo a íntegra da nota

Com relação aos fatos ocorridos na última semana e à reportagem exibida no fantástico ontem, A DEFESA DO SENADOR CHICO RODRIGUES manifesta sua perplexidade com o linchamento sofrido por ele, sem que haja qualquer prova contra sua conduta.

O dinheiro tem origem particular comprovada e se destinava ao pagamento dos funcionários de empresa da família do senador.

E mais: os recursos destinados por emenda parlamentar à Covid-19 em seu estado seguem nas contas do governo, de forma que nem ele, nem ninguém, poderia deter esses recursos.

O senador jamais sofreu qualquer condenação, ao longo de todos esses anos que se dedicou a vida pública, e agora está sendo linchado por ter guardado seu próprio dinheiro. Foi uma reação impensada, de fato, mas tomada diante de um ato de terrorismo policial, sem que haja qualquer evidência de desvio em sua conduta.

Ter dinheiro lícito em casa não é crime. O único ato ilícito deste caso é o vazamento dos registros da diligência policial arbitrária que ele sofreu.

Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso e
Yasmin Handar, advogados de defesa do Senador Chico Rodrigues