Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Senador propõe legalizar jogo para aumentar arrecadação

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

Diante do impasse entre aumentar a arrecadação do governo, que permita, por exemplo, a criação do Renda Brasil e a impossibilidade da criação de um novo imposto desejado por Paulo Guedes, o senador Angelo Coronale (PSD-BA) deu uma sugestão. Em artigo publicado no Blog do Fausto, o parlamentar propõe retomar a polêmica regularização dos jogos de azar para se ter uma nova fonte para a União.

“O jogo ilegal movimenta hoje cerca de R$ 60 bilhões ao ano. Se nós congressistas (Senado e Câmara) aprovarmos a legalização de todas as modalidades de jogos, vamos arrecadar estes R$ 60 bilhões – bruto – ou cerca de R$ 20 bilhões em impostos por ano. Somente em outorgas seriam por volta de R$ 10 bilhões entrando nos cofres do governo”, disse, ressaltando ainda os benefícios para o setor do turismo e a geração de empregos.

Hoje, a bancada evangélica no Congresso Nacional é o principal entrave para a discussão. Independentemente da posição de suas bancadas, os deputados e senadores religiosos avisam que ficarão contra qualquer proposta neste sentido. “Ressalto que o Brasil é um dos três únicos países do G20 a não legalizar os jogos de azar em seu território, junto com Indonésia e Arábia Saudita, que não o fizeram por motivos religiosos. Na OCDE, 97% dos países regulamentaram os jogos; no G-8, todos os países legalizaram; na ONU foram 75,5% dos países, e no Mercosul apenas o Brasil não regulamentou os jogos de azar.”

Tudo o que sabemos sobre:

ângelo Coroneljogos de azar