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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Senador usa ética utilitarista para defender Moro

Vera Magalhães

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos), conterrâneo de Sérgio Moro, usou a ética utilitarista para defender o ministro e ex-juiz da Lava Jato, afirmando que a ética está um degrau acima da lei, e às vezes a lei caminha a posteriori para acompanhar a ética. Afirmou que era legal ter escravos, mas não ético, e depois a lei evoluiu para proibir a escravidão. Moro evitou, na resposta, aceitar que valeria infringir a lei em nome da ética, como insinuou o senador paranaense.

Reafirmou sua imparcialidade como juiz. “Isso foi observado pela operação Lava Jato desde o início”, afirmou. Disse que os julgamentos foram sempre proferidos a partir das provas produzidas nos processos, e que sempre houve a perspectiva de se decidir diferente a depender dessas provas. “Isso é do cotidiano dos juízes brasileiros”, afirmou. Ele alegou que houve muitas absolvições e que o Ministério Público recorreu das sentenças dele 44 vezes. “Estatísticas da Lava Jato não mentem no sentido de que não havia nenhum conluio entre as partes e o juízo”, declarou. / V.M.