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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Senadores criticam validação de inquérito das fake news

Equipe BR Político

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Após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela manutenção do inquérito que investiga fake news e ameaças contra ministros da Corte e seus familiares, senadores criticaram o procedimento pelas redes sociais.

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) convocou o Congresso a restaurar os “limites democráticos”. No ano passado, ele pediu o impeachment dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes (respectivamente presidente do STF e relator do inquérito) pela instauração do processo, por entender que ele é inconstitucional.

“É uma aberração jurídica que denunciamos desde 2019. Não cabe ser vítima, acusador e juiz simultaneamente. E não cabe combater abuso com abuso”, escreveu.

O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) afirmou que o julgamento que sustentou o inquérito foi “uma aula de corporativismo” por parte dos ministros.“Lembrem-se: a abertura dessa investigação não se deu por iniciativa do Ministério Público ou da PF, mas a mando do próprio presidente do tribunal. Eles abrem o processo, são as vítimas e também os julgadores. Barba, cabelo e bigode a serviço de quem mesmo?”, questionou.

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) reconheceu a seriedade do assunto, mas também apontou problemas na montagem e condução do inquérito.“Condeno as fake news, mas a decisão do Supremo é uma afronta ao sistema acusatório, uma violência contra o estado de direito e uma agressão a paridade de armas (igualdade de tratamento entre as partes em um processo judicial)”, escreveu.

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