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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Senadores propõem soluções para manter vivo o Renda Brasil

Gustavo Zucchi

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Após o presidente Jair Bolsonaro sentenciar o “fim” dos debates sobre a criação do Renda Brasil, senadores estão propondo alternativas para não deixar “morrer” a ideia de um benefício social mais amplo. O líder do MDB na Casa Legislativa, Eduardo Braga, por exemplo, pediu a tributação de lucros e dividendos e o aumento da Contribuição Sobre Lucro Líquido (CSLL) dos bancos.

“Não dá para jogar a toalha e deixar desassistidos milhões de excluídos no país. Dá muito bem para bancar uma renda básica permanente tributando lucros e dividendos e elevando a CSLL dos bancos, entre outras alterações na legislação tributária . Foi essa a proposta que apresentei ao Senado meses atrás”, disse.

Outro senador do Amazonas, Plínio Valério (PSDB), ressaltou que as supostas ideias da equipe econômica, de congelar aposentadorias para custear o Renda Brasil são “inaceitáveis”, mas colocou a taxação de grandes fortunas como uma solução. “Correta decisão do presidente Bolsonaro de deixar o Bolsa Família como está até achar uma fonte para o Renda Brasil . Meu projeto de taxar grandes fortunas pronto para ser votado poderia ajudar”, afirmou.

Já Major Olímpio (PSL-SP) jogou a toalha. “Bolsonaro quer ações populistas, e o ministro Paulo Guedes tentando dizer que o caminho não é por aí. Os dias do Guedes estão contados mesmo”, aponta o senador.