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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Serra vira réu na Lava Jato

Equipe BR Político

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O senador José Serra (PSDB-SP) e sua filha, Verônica Serra, se tornaram réus na Operação Lava Jato nesta quarta-feira, 29, após o juiz Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Criminal Federal, aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal no âmbito da Lava Jato no dia 3 de julho. Serra é acusado de lavagem de dinheiro transnacional ao receber propinas da Odebrecht entre 2006 e 2007 em troca de benefícios para a empreiteira nas obras do Rodoanel Sul quando era governador de São Paulo. 

A força-tarefa da operação em São Paulo apontou que os pagamentos foram ocultados por meio de transações financeiras envolvendo offshores de Verônica Serra e do empresário José Amaro Ramos, apontado como operador do esquema. Segundo a denúncia, Serra teria solicitado o pagamento de propina de R$ 4,5 milhões da Odebrecht e que o valor teria sido pago “supostamente para fazer frente a gastos de suas campanhas ao governo do estado de São Paulo”. A operação acusa também Serra de ter recebido R$ 23,3 milhões entre 2009 e 2010, em contrapartida à liberação de créditos junto à Dersa, empresa paulista de infraestrutura rodoviária.

Suspensão de investigações

Pouco antes da aceitação da denúncia contra o senador, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, suspendeu, em caráter liminar, duas investigações da Lava Jato e do Ministério Público Eleitoral Paulista que atingem Serra, inclusive esta, em que ele se tornou réu, atendendo a um pedido da defesa do tucano. A decisão de Toffoli proíbe temporariamente o uso de materiais apreendidos, que devem ser lacrados e esperar a análise do caso pelo relator, o ministro Gilmar Mendes. Segundo a defesa, entre os objetos apreendidos, estão materiais relacionados ao mandato de Serra como senador.

A defesa do senador, feita pelos advogados Flávia Rahal e Sepúlveda Pertence afirmou ao Estadão que “em ambas as esferas, era evidente o excesso e ilegalidade das medidas determinadas contra o senador da República, em clara violação à competência do Supremo Tribunal Federal e em inegável tentativa de criar fantasias relacionadas a seu mandato parlamentar”.

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