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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Atraso de Salles pode comprometer salário de servidores do Ibama

Equipe BR Político

As novas metas institucionais do Ibama, diretrizes do órgão que precisam ser atingidas por seus funcionários todo ano, estavam valendo desde 1º de junho, mas só foram publicadas pelo ministro Ricardo Salles no dia 5 de novembro. Essas diretrizes orientam quais são as prioridades do governo na fiscalização e proteção do meio ambiente, e seu cumprimento representa, em média, metade do salário que um funcionário do Ibama recebe todo o mês.

Elas, tradicionalmente, são publicadas em junho, e valem até maio do ano seguinte. Mas como as diretrizes para o período de junho de 2019 a maio de 2020 só foram publicadas por Salles em novembro, os servidores passaram cinco meses sem saber quais metas deveriam atingir – e podem, portanto, perder parte de seus salários por não terem cumprido os objetivos.

A portaria publicada pelo ministro deixa claro que as metas têm data retroativa a 1º de junho, o que significa que estavam valendo desde essa data. Como informa o Estadão, o atraso na publicação decorre de uma ordem do próprio Salles, que decidiu colocar o MMA para analisar as metas que seriam publicadas.

Das cinco metas definidas pela gestão de Salles, que valerão até 31 de maio de 2020, três envolvem a digitalização de documentos e processos de informática, ou seja, não têm impacto nas ações de combate e fiscalização de crimes ambientais. Além disso, os objetivos também estão concentrados na regeneração e recuperação de regiões da Amazônia Legal, e não incluem, portanto, ações específicas para outros biomas brasileiros, como Mata Atlântica e Cerrado. Também não há meta ligada à necessidade de ampliação do combate a incêndios.