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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Setor de serviços ameaça travar tributária e cobra desoneração

Equipe BR Político

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Lideranças do setor de serviços pressionaram, um dia depois do envio do projeto de reforma tributária do governo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, por mudanças na proposta, que propõe uma unificação do PIS e Cofins em uma alíquota de 12%, informa o Estadão. A proposta onera o setor, que hoje paga média 4,5%. 

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: JF Diorio/Estadão

Em reunião por videoconferência com o ministro, participantes relataram que Guedes fez uma defesa eloquente da ampliação da base tributária com a criação de novo imposto para substituir o que chamou de “imposto criminoso sobre trabalho”, que o ministro tem defendido nos moldes da CPMF. Com a criação do polêmico imposto, o ministro argumenta que será possível desonerar a folha de pagamentos. Os empresários do setor ameaçam trabalhar para travar a reforma tributária se não houver compensação com a desoneração.

A maioria deles defende a recriação da CPMF para bancar a desoneração e o ministro tem aproveitado o apoio para angariar apoio ao tributo que pretende propor ao Congresso em etapas futuras da reforma do governo. Parlamentares contrários à volta da CPMF veem com desconfiança os movimentos do ministro.

O setor de serviços representa 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega 50 milhões de pessoas. Os empresários pressionarão o Congresso e dizem não aceitar o avanço da proposta com a desoneração para depois.