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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Setor do comércio fala em 5 milhões de demissões até abril

Equipe BR Político

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As previsões de corte de pessoal no setor do comércio no País são as piores diante da pandemia do coronavírus. Segundo entidades patronais, como a Associação Brasileira das Lojas Satélites (Ablos), que reúne as lojas maiores dos shoppings, e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), cinco milhões de trabalhadores podem ser dispensados até abril com a crise. “Eu estou há três dias conversando com lojistas e todos dizem que vão cortar 50%, 40%. Alguns vão dar férias coletivas primeiro, mas a partir de abril não tem o que fazer”, diz Tito Bessa Júnior, da Ablos. Ele, que é dono da loja de roupas TNG, com 170 lojas e 1.600 funcionários, diz que vai demitir 40% de seus funcionários na semana que vem.

Além das demissões, os comerciantes tentam renegociar os contratos de locação, assim como prolongar os pagamentos dos fornecedores. “Imposto, aluguel de shopping, essas coisas esquece, não vou pagar. A minha meta é preservar a maior quantidade possível de empregos”, conta Angelo Augusto de Campos Neto, da MOB, com 34 lojas, ao Estadão. Para o economista Claudio Felisone de Angelo, coordenador do programa de administração de varejo da FIA, os comerciantes não têm outra alternativa a não ser reduzir o quadro de funcionários. “É uma decisão muito dura, mas é isso ou quebrar.”

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