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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Setor do etanol só à espera da contrapartida dos EUA

Equipe BR Político

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) comemora e considera uma vitória a liberação da cota de importação de etanol dos EUA isenta da tarifa de 20% de 600 milhões de litros para 750 milhões de litros por um ano. Querem, no entanto, ver cumprir o quanto antes a contrapartida da negociação: “abertura do mercado americano de açúcar, um dos mais protegidos do mundo, e a implementação efetiva do E15 (mistura de 15% de etanol na gasolina, versus os 10% atuais) nos Estados Unidos“, escreve em nota.

Caminhão transporta cana-de-açúcar, matéria-prima do etanol

Foto: Epitácio Pessoa/Estadão

Como essa cota é sempre superada e praticamente todo etanol importado vem dos Estados Unidos, os norte-americanos pediam o fim da taxação, pois usam tarifa zero quando compram o mesmo combustível exportado pelo Brasil. A decisão do Brasil veio após o chanceler Ernesto Araújo se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump. Não agradou, no entanto, à Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (Novabio), que reúne usinas do Nordeste. “É inquestionável que o país não depende sequer de uma gota de etanol importado”, diz a associação, acrescentando críticas às distribuidoras que “mudaram de rumo e abraçam caminho de preterir o nosso álcool nativo não poluente, optando por aquele de milho”, conforme afirmaram ao Valor.

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