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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Setor privado contra a crise ambiental

Equipe BR Político

Parte do setor privado do Brasil sabe que só tem a perder comercial e economicamente com uma imagem ruim do País no exterior em relação ao meio ambiente. Como você leu no BRP, o setor do agronegócio também tem se mostrado preocupado com a questão. O medo é que o Brasil sofra sanções e perca acordos comerciais por conta da política ambiental.

É por isso que um grupo formado por representantes do setor e cientistas, com apoio das Nações Unidas, apresentou ações concretas para combater a crise ambiental e promover a defesa da Amazônia no evento “Um Diálogo para a Amazônia Possível”, realizado no domingo, 22, em Nova York, às vésperas da Cúpula do Clima. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participou do encontro.

“As ruas, com as manifestações dos jovens, nos mostram que a crise climática é gravíssima e seu trato, inadiável. Não dá para postergamos as nossas ações”, disse Guilherme Leal, fundador da Natura e um dos organizadores do evento.

As medidas foram endossadas por 130 bancos representando mais de um terço dos ativos mundiais, que se comprometeram a seguir as metas de desenvolvimento sustentável e combate à mudança climática da ONU e do Acordo de Paris, de acordo com o Valor. 

Também foi lançada a pedra fundamental daquilo que pode ser considerado uma espécie de “IPCC da Amazônia”, em referência ao Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima da ONU. A iniciativa partiu do economista Jeffrey Sachs, da Universidade de Columbia. O climatologista brasileiro Carlos Nobre também deve fazer parte do grupo.

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