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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Setores de aço e alumínio reanimados com Biden

Equipe BR Político

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A expectativa dos setores de aço e alumínio é de que as barreiras impostas pelo presidente Donald Trump sejam retiradas já no início do novo governo de Joe Biden, nos Estados Unidos. Segundo conselheiros e assessores do próximo ocupante da Casa Branca relataram ao Wall Street Journal, há estudo para revisão  do aumento de tarifas determinado pelo republicano.

Atingidos colateralmente pela guerra travada entre o presidente americano e o governo da China, os dois setores viram suas exportações para os EUA serem sobretaxadas em até 130% desde 2018, reporta o Estadão. Mesmo a propalada amizade do presidente brasileiro Jair Bolsonaro com Trump não foi suficiente para reverter a aplicação das tarifas, fazendo com que os embarques encolhessem 56% neste ano, no caso do alumínio, e 31%, em relação ao aço.

Apesar de os democratas serem historicamente considerados mais protecionistas, diz a reportagem de Lorenna Rodrigues, o governo Trump foi o mais duro da história em termos de barreiras comerciais no caso do aço e do alumínio. “A eleição de Biden é positiva para o alumínio brasileiro, até porque é difícil pensar em alguma coisa mais negativa do que a situação atual. Você tende a ter uma relação mais previsível, dentro das normas das organizações mundiais de comércio”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), Milton Rego.

“Pensamos em, já na transição, montar uma nova missão para levar ao governo que está sendo montado a posição de que o Brasil é um parceiro comercial importante. A expectativa é que consigamos reverter isso e o Brasil fique fora das restrições do mercado americano”, afirma o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes.

A sobretaxa de até 130% está prevista para ser aplicada até abril do ano que vem, quando se encerra uma investigação das autoridades americanas, que apura se há subsídios e irregularidades envolvendo a indústria de alumínio nos países exportadores, incluindo o Brasil.

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