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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Sinais contraditórios

Vera Magalhães

O público que foi às ruas no domingo em apoio à Lava Jato e para pedir o veto integral à Lei de Abuso de Autoridade por Jair Bolsonaro parece não ter entendido, escreve Eliane Cantanhêde no Estadão nesta terça-feira, que há um distanciamento do presidente da operação. Ela lembra que Bolsonaro tem exposto Sérgio Moro, o maior ícone da Lava Jato, a humilhações quase diárias. “Enquanto a turma que defende Moro fazia manifestações pelo País, até com bonecos infláveis do Super-Homem com a cara do ministro, Bolsonaro espezinhava o ícone internacional da Lava Jato. “Cuide bem do ministro Moro, você sabe que votamos em um governo composto por você, ele e o Paulo Guedes”, pedia um internauta. “Com todo respeito, ele não esteve comigo na campanha”, deu de ombros Bolsonaro.”, lembra a colunista.

Ela aponta que o STF foi o principal alvo das manifestações de domingo. “Os manifestantes sabem por que Toffoli tirou o Coaf da frente? Que o principal beneficiário foi o filho do presidente? Que um dos motivos da birra com Moro é que ele foi contra a liminar de Toffoli? E que foi por conveniência do Planalto que o Coaf virou UIF e foi parar no Banco Central?”, questiona a colunista.

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