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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ao falar sobre Sínodo, Heleno diz que é ‘falácia’ chamar Amazônia de patrimônio da humanidade

Equipe BR Político

Em mais uma investida da ala militar do governo contra o Sínodo da Amazônia, o ministro-chefe do GSI, Augusto Heleno, disse esperar que o encontro da Igreja Católica fique restrito a questões religiosas. Desde o início do ano, como você acompanhou no BRP, o general está preocupado com a pauta do Sínodo.

No sábado, 21, o Vaticano divulgou a lista completa de participantes da assembleia especial que também discutirá temas políticos e sociais relacionados ao meio ambiente na região, entre 6 e 27 de outubro, em Roma.  A maioria é de brasileiros. A defesa do meio ambiente é uma das bandeiras defendidas pelo para Francisco. O pontífice convidou cientistas, nomes ligados à Organização das Nações Unidas (ONU), representantes de igrejas evangélicas de ONG e povos indígenas. A previsão é de mais de 250 participantes. Políticos foram vetados pelo papa.

“Particularmente espero que o Sínodo se resuma a discutir religiosidade na Amazônia e que não entrem no aspecto de soberania brasileira nem tentem insinuar qualquer coisa como o presidente Macron insinuou: que a Amazônia vai ser internacionalizada, que a Amazônia é patrimônio da humanidade, tudo isso é uma falácia. Isso está completamente fora das nossas concepções em relação àquela área”, disse o general em entrevista ao programa “7 minutos com a verdade” publicado ontem, 21, no Youtube.