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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Só 10% dos leitos prometidos foram criados para coronavírus

Equipe BR Político

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem uma fatura a ser paga com risco de comprometer a vida dos infectados no Brasil pelo coronavírus. Isso porque o Ministério da Saúde só habilitou 10% dos novos leitos de UTI prometidos para um eventual cenário de crise, revela o Estadão nesta quinta, 12. No fim de janeiro, quando o surto era grave só na China, o governo brasileiro prometeu contratar mil novos leitos de UTI. Na ocasião, disse que a habilitação ocorreria conforme o aumento de casos e a distribuição geográfica seria definida de acordo com as localidades com o maior número de confirmações. Na época, nenhum caso havia sido confirmado no País.

O Ministério da Saúde só habilitou 10% dos novos leitos de UTI prometidos para um eventual cenário de crise

O Ministério da Saúde só habilitou 10% dos novos leitos de UTI prometidos para um eventual cenário de crise Foto: Adriano Machado/Reuters

Após mais de 40 dias e com 73 casos confirmados, o ministério disse ter habilitado até agora só cem leitos e afirmou estar em “processo de contratação de mil leitos de terapia intensiva de forma emergencial para o planejamento e preparação para emergência de saúde pública”, informa a reportagem.

Não informou se esses leitos são novos ou contratados da rede privada nem o valor gasto com a contratação. A pasta também não detalhou a localização dos novos leitos nem a previsão para habilitar os 900 restantes.

Há duas fontes de recurso em estudo pelo governo hoje: uma medida provisória para a liberação de R$ 5,1 bilhões e remanejamento de R$ 5 bilhões do Orçamento.