Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Sob Bolsonaro, Enem não terá ‘questões ideológicas’

Equipe BR Político

Na primeira edição do Enem sob gestão do presidente Jair Bolsonaro , o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela elaboração da prova, afirma que foi expressamente orientado a não utilizar questões consideradas polêmicas ou de “cunho ideológico”. Como você viu aqui no BRP, o órgão também criou uma comissão externa para revisar a prova. As questões “vetadas”, no entanto, não foram permanentemente deletadas.

As informações foram obtidas pelo G1 via Lei de Acesso à Informação (LAI). Segundo o portal, a criação de uma comissão externa é algo previsto no regulamento do Inep, mas costuma ser usada para revisar questões que abordam conteúdos que passaram por revisões recentemente. O objetivo da comissão neste ano, porém, foi verificar “a pertinência (do Enem) com a realidade social, de modo a assegurar um perfil consensual do exame”.

As questões “vetadas”, no entanto, seguem no Banco Nacional de Itens (BNI), que armazena todas as questões que podem cair no exame. Ou seja, elas ainda podem ser usadas em edições futuras. “Os itens não foram excluídos do Banco Nacional de Itens, sendo apenas não recomendados para a montagem da edição 2019 do Enem”, afirmou o Inep. O exame já foi alvo de críticas do presidente Bolsonaro, que vê uma suposta “doutrinação” na prova. No início de outubro, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, também afirmou que o foco do Enem 2019 será “não criar polêmicas”.