Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Sob cobiça do centrão, Bolsonaro demite ministro do Turismo

Equipe BR Político

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O presidente Jair Bolsonaro fez nesta quarta, 9, sua 15ª troca de ministro. O de hoje é o do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, do PSL de Minas, envolvido no escândalo de candidaturas de fachada no Estado com suspeita de enriquecimento próprio. Mas nem o inquérito aberto na Polícia Federal ou a denúncia do Ministério Público estadual decorrentes dessas investigações estão por trás dessa demissão. A dispensa coincide com a cobiça por cargos de dirigentes partidários e seus aliados do chamado centrão em troca de apoio ao chefe do Planalto.

Segundo o Estadão apurou com integrantes do Palácio do Planalto, a queda de Álvaro Antônio foi atribuída ao ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, que já estaria negociando o passe de titular do Turismo com aliados.

Além da troca no Turismo, mais mudanças devem ocorrer em breve, conforme adiantou o Estadão há alguns dias. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, deixa o governo no final do ano para assumir uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). Também é aguardada a substituição de Onyx Lorenzoni no Ministério da Cidadania.

Ramos passou a ser cotado para substituir Oliveira na Secretaria-Geral. Defensores dessas mudanças argumentam que o general, responsável pela articulação política e amigo do presidente há mais de 30 anos, está desgastado com outros integrantes do governo e também pela própria natureza da função que exerce. Entregar a ele uma pasta com menos exposição, mas mantendo o status de “ministro palaciano” é visto como uma saída de prestígio, informam Tânia Monteiro e Jussara Soares.