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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Soros: ‘Bolsonaro não conseguiu impedir destruição das florestas’

Equipe BR Político

O bilionário George Soros, de 89 anos, pisou duas vezes no calo de bolsonaristas na noite de quinta, 23, durante jantar em Davos, na Suíça. Primeiro pelas críticas à política ambiental do Brasil, citando o presidente Jair Bolsonaro por não ter conseguido “impedir a destruição das florestas tropicais no Brasil, com o objetivo de abri-las para a pecuária”. Segundo porque anunciou a criação de uma rede acadêmica global para combater o autoritarismo e ditadores.

A rede batizada de Open Society University Network (Osun) será constituída a partir da Universidade Centro-Europeia, fundada pelo próprio Soros em Budapeste há 30 anos e que foi obrigada a se mudar para Viena, na Áustria, por pressões do governo nacionalista de Victor Orbán na Hungria, informa o Estadão. “O objetivo é chegar aos estudantes que mais necessitam e fomentar valores de uma sociedade aberta, como a liberdade de expressão e a diversidade de crença”, afirmou o grupo de Soros em nota.

Segundo a enviada especial do Estadão a Davos, Célia Froufe, as palavras de Soros foram carregadas de rispidez, de acordo com relatos de presentes no jantar. Principalmente quando mencionou Bolsonaro, o presidente americano Donald Trump, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, e o ex-primeiro ministro italiano, Matteo Salvini. O discurso, de um modo geral, tinha o clima como fio condutor, o mesmo tema que norteou as discussões do Fórum.

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