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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A reação da ala lavajatista do STF

Vera Magalhães

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Analisadas em conjunto, duas decisões de ministros da ala simpática à Lava Jato no STF mostram uma reação ao avanço do cada vez mais claro acordo entre os Poderes para frear investigações e resguardar a classe política.

Sessão plenária do STF

Sessão plenária do STF. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

No mesmo dia, Luís Barroso autorizou a busca e apreensão da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e Edson Fachin furou a barreira de Dias Toffoli à discussão em plenário de sua polêmica decisão que manietou o Coaf, pautando o debate na Segunda Turma.

É difícil prever o placar que a discussão terá no colegiado, cujas maiorias têm sido apertadas e no qual as posições de Cármen Lúcia e Celso de Mello têm se mostrado fluidas.

De qualquer maneira, a decisão de Fachin joga uma luz sobre o fato de que Toffoli concedeu liminar à defesa de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) que teve efeito sobre todas as investigações que tinham origem em relatórios do Coaf e se recusa a submeter sua decisão monocrática ao escrutínio de mérito do colegiado.

E evidencia que existe uma ala da Corte que não está satisfeita com a aliança do grupo liderado por Toffoli e Gilmar Mendes com o Executivo e o Legislativo para “enquadrar” PF, Ministério Público e órgãos de controle como Receita e o agora repaginado Coaf.