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por Marcelo de Moraes

STF manda PGR investigar uso da Abin na defesa de Flávio

Equipe BR Político

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Em atendimento a pedido da Rede e do PSB, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia ordenou, nesta sexta-feira, 18, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue as acusações de que diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, orientou a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) no caso das rachadinhas. Em entrevista publicada hoje pela revista Época, a advogada do parlamentar, Luciana Pires, admite ter recebido relatório informal de Ramagem dando coordenadas de como agir para tentar inocentar o filho do presidente Jair Bolsonaro no caso.

Ministra Cármen Lúcia. Foto: André Dusek/Estadão

Na decisão, Cármen determina que a PGR seja notificada “para investigar os fatos descritos, os quais, pelo menos em tese, podem configurar atos penal e administrativamente relevantes (prevaricação, advocacia administrativa, violação de sigilo funcional, crime de responsabilidade e improbidade administrativa”.

No início da semana, a ministra já havia cobrado explicações da Abin e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Na terça-feira, ao comentar o caso, o procurador-geral da República, Augusto Aras, disse: “O fato em si narrado é grave, o que não temos são provas desses fatos, nós não trabalhamos com narrativas. Trabalhamos com fatos e provas”.  na sequência, o PGR cobrou informações do GSI e da Abin sobre o caso.