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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

STJ afasta Witzel e manda prender pastor Everaldo do PSC

Equipe BR Político

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu afastar por 180 dias o governador do Rio Wilson Witzel (PSC) do cargo por supostos desvios na área de saúde do Estado. A corte determinou ainda a prisão do pastor Everaldo, presidente do PSC, e do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão, todos citados na investigação da Operação Placebo. Witzel foi notificado sobre seu afastamento no Palácio dos Laranjeiras. A primeira-dama Helena Witzel é alvo de buscas, assim como o André Ceciliano (PT), presidente na Assembleia Legislativa do Rio. O vice-governador Cláudio Castro (PSC) vai assumir o governo.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel Foto: Wilton Júnior

A Operação Placebo foi incialmente aberta em maio, quando a Polícia Federal cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, parte deles em endereços do governo fluminense esquema de corrupção envolvendo a instalação de hospitais de campanha para combate ao novo coronavírus no Estado. O Ministério Público Federal afirmou que a operação desta manhã foi batizada de ‘Tris in Idem’ em “referência ao fato de se tratar do terceiro governador do Estado que se utiliza de esquemas ilícitos semelhantes para obter vantagens indevidas”.

As diligências foram autorizadas pelo ministro Benedito Gonçalves.

Entenda a denúncia

Witzel foi afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi denunciado, junto com a mulher e mais sete pessoas, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo empresas ligadas à área da saúde. A denúncia aponta pagamentos feitos por empresas ligadas a Mário Peixoto, preso na Lava Jato, e pela empresa da família de Gothardo Lopes Netto, ex-prefeito de Volta Redonda (RJ), ao escritório de advocacia da primeira-dama Helena Witzel, que “foi utilizado para escamotear o pagamento de vantagens indevidas ao governador, por meio de contratos firmados com pelo menos quatro entidades da saúde ligadas a membros da organização criminosa e recebimento de R$ 554.236,50, entre agosto de 2019 e maio de 2020”.

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