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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Subsecretário de Política Macroeconômica deixa o governo

Vera Magalhães

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O subsecretário de Política Macroeconômica do Ministério da Economia, Vladimir Kuhl Teles, pediu demissão do posto. Apesar de sua saída vir na esteira da chamada “debandada”, como classificou o ministro Paulo Guedes, as razões alegadas pelo economista são de outra natureza. Ele enfrentou problemas de saúde em família e vinha tendo de trabalhar remotamente desde abril.

O ex-subsecretário de Política Macroeconômica do Ministério da Economia Vladimir Kuhl Teles Foto: Gustavo Raniere/Ministério da Economia

Ainda assim, Teles atuou no desenho do Renda Brasil, programa que o Ministério da Economia se prepara para lançar ainda neste ano. O Diário Oficial da União desta segunda-feira, 17, traz a exoneração do economista “a pedido”. A portaria é assinada pelo secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior.

Os auxiliares de Guedes procuram dissociar sua saída das demissões de Paulo Uebel e Salim Mattar, essas sim motivadas pela insatisfação dos ex-secretários especiais com a demora no andamento da reforma administrativa e das privatizações.

Também não incluem no mesmo saco da debandada demissões como a de Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro, que desde o início anunciou que ficaria temporariamente no governo, e de Marcos Troyjo, que deixou a secretaria de Comércio Exterior para assumir o Banco dos Brics.

As próximas semanas devem ser decisivas para definir os rumos da política econômica do governo: Guedes tenta levar o barco de volta para o controle fiscal, enquanto Jair Bolsonaro é tentado por propostas de gastos em obras. Exemplo desta dicotomia é a agenda do presidente nesta segunda: de manhã, esteve no palanque, de novo no Nordeste, inaugurando uma termelétrica, e à tarde se reúne em duas ocasiões com Guedes.

Está em gestação uma medida provisória abrindo crédito extraordinário de R$ 5 bilhões para obras de infraestrutura, considerada inconstitucional pelo TCU e por setores da Câmara, e que não tem o apoio do ministro nem do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

 

 

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