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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Superintendente do Sírio vê com ‘preocupação’ uso da cloroquina

Equipe BR Político

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O superintendente de pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, Luciano Cesar Azevedo, demonstrou “preocupação” com a decisão do Ministério da Saúde de adotar o tratamento com cloroquina para pacientes ambulatoriais. Ele coordena ao menos três estudos sobre a eficácia dos medicamentos com a substância em pacientes com a covid-19, e afirma que não há evidência científica comprovada do medicamento contra a doença. Por outro lado, há efeitos colaterais da droga que precisam ser acompanhados por equipes médicas em ambiente controlado, informa o Estadão.

O médico coordena ao menos três estudos sobre a eficácia da cloroquina em pacientes com a covid-19 e afirma que não há evidência científica comprovada contra a doença

O médico coordena ao menos três estudos sobre a eficácia da cloroquina em pacientes com a covid-19 e afirma que não há evidência científica comprovada contra a doença Foto: Gerard Julien/AFP

Neste caso, a orientação tem sido de administrar a droga somente com a concordância do paciente, porém, sempre em ambiente hospitalar. “Quando está hospitalizada, em caso da ocorrência de efeito colaterais, há como socorrer o paciente”, argumentou Azevedo.

Ele insistiu que o médico deve esclarecer para o paciente que  “não há evidência científica de resultados da cloroquina para a covid-19”. O superintendente de pesquisas do Sírio salientou que o médico tem de esclarecer também ao paciente os efeitos colaterais do medicamento e pedir a concordância dele para a administrar a droga. “Mas o paciente tem de concordar”, reforçou ele ao Estadão.