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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Suplente diz que PF antecipou operação de Queiroz para Flávio Bolsonaro

Gustavo Zucchi

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O suplente do senador Flávio Bolsonaro, Paulo Marinho, revelou que um delegado da Polícia Federal do Rio antecipou para o filho de Jair Bolsonaro que o órgão realizaria uma operação que pegaria Fabrício Queiroz. Em entrevista para a Folha, Marinho revela que o gabinete do então deputado estadual foi avisado da Operação Furna de Onça logo após o primeiro turno. E que membros da Superintendência da PF no Rio teriam “segurado” as ações para evitar prejudicar a disputa de Bolsonaro contra Fernando Haddad no segundo turno de 2018.

A revelação teria sido feita a Marinho pelo próprio Flávio, em reunião com advogados que auxiliariam o senador no caso das rachadinhas comandadas pelo seu ex-funcionário. “Eu estou contando o que eles me relataram—, o delegado falou: ‘Vai ser deflagrada a Operação Furna da Onça, que vai atingir em cheio a Assembleia Legislativa do Rio. E essa operação vai alcançar algumas pessoas do gabinete do Flávio [o filho do presidente era deputado estadual na época]. Uma delas é o Queiroz e a outra é a filha do Queiroz [Nathalia], que trabalha no gabinete do Jair Bolsonaro [que ainda era deputado federal] em Brasília’”, disse Marinho na entrevista para a jornalista Mônica Bergamo.

Fabrício Queiroz e sua filha, Nathalia Queiroz, foram exonerados no dia 15 de outubro. O segundo turno da eleição presidencial foi disputada no dia 28 do mesmo mês. A Operação Furna de Onça foi deflagrada no dia 8 de novembro. Paulo Marinho é pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSDB e era amigo de Gustavo Bebianno, que faleceu de um infarto fulminante aos 54 anos.