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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Tabata vai à Justiça para deixar PDT

Vera Magalhães

A deputada Tabata Amaral (SP) afirmou nesta segunda-feira em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que pretende recorrer à Justiça Eleitoral para poder deixar o PDT sem perder o mandato. A lei da fidelidade partidária prevê que o mandato pertence ao partido, caso um parlamentar decida mudar de legenda, a não ser caso comprove ter sido vítima de perseguição ou arbitrariedade.

A deputada Tabata Amaral, em entrevista no Roda Viva nesta segunda, 14

Tabata no Roda Viva. Foto: Reprodução/TV Cultura

Tabata disse que ela e mais três deputados pedetistas devem ingressar na Justiça já nesta terça-feira alegando terem sido perseguidos por terem votado a favor da reforma da Previdência. Ela afirmou que a perseguição se estende ao fato de não ser indicada para comissões e ter sua atuação parlamentar manietada porque está suspensa e o partido não decide seu caso há três meses. “Não tenho mais diálogo com o PDT. Enviei uma carta ao presidente Lupi pedindo que fosse julgada, sou ignorada”, disse a deputada.

Recentemente a senadora Kátia Abreu (TO), também pedetista e ex-vice na chapa de Ciro Gomes à Presidência, também votou favoravelmente à reforma, mas, diferentemente dos deputados, a direção partidária ainda não anunciou nenhuma sanção contra ela.