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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Tabata: ‘Preocupa que Bolsonaro escolha ministro com base em critérios religiosos’

Equipe BR Político

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A deputada Tabata Amaral (PDT-SP) criticou a escolha do pastor da Igreja Presbiteriana Milton Ribeiro, nomeado ministro da Educação na sexta-feira, 10, pelo presidente Jair Bolsonaro. “O que me preocupa é que diante de desafios tão grandes como os que temos na educação brasileira em um momento em que a desigualdade educacional se aprofunda por causa da pandemia, o presidente da República, depois de tanto tempo, escolha um ministro da Educação com base em critérios religiosos”, disse em vídeo nas redes sociais. Tabata cobrou do novo minsitro decisões “baseadas em evidências”. “Espero que Milton Ribeiro entenda que o MEC está à deriva há mais de 1 ano e meio.”

Os deputados Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES)

Os deputados Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) Foto: Jailson Sam/Câmara dos Deputados

O deputado Felipe Rigoni (PSB-ES) acompanhou a parlamentar na cobrança de uma gestão técnica à frente do Minsitério. Ambos fazem parte da frente parlamentar de educação e acompanharam o trabalho do MEC em comissão especial no ano passado. “Desejamos que Milton Ribeiro realize um gestão técnica à frente do MEC, ministério que vem sendo tratado sem a relevância que merece”, escreveu Rigoni.

O nome de Ribeiro foi sugerido pelos ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, e da Justiça, André Mendonça, que também é pastor da Igreja Presbiteriana. A principal característica levada pelos dois ministros ao presidente é que Ribeiro tem um perfil conciliador e moderado. Apesar de a bancada evangélica ter deixado claro que o ministro não foi indicação sua, integrantes do grupo elogiaram a nomeação.