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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Talíria pede interferência da ONU após ameaças de morte

Alexandra Martins

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A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) apresentou uma denúncia à ONU no dia 25 de setembro contra ameaças de morte que tem sofrido no Brasil. No documento, ela pede, “humildemente”, que a instituição exija esclarecimentos da missão brasileira no órgão, condene as agressões contra sua vida, inste o Estado brasileiro a apresentar um plano para proteger mulheres, especialmente pretas, e exija respostas sobre quem mandou matar a ex-vereadora Marielle Franco (PSOL).

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Segundo a parlamentar, as ameaças ocorrem desde 2016, ano em que foi eleita vereadora por Niterói. “Como se as ameaças anteriores à minha vida não bastassem, poucos dias depois do nascimento de minha flha recebi novas. Em junho de 2020, a linha direta de denúncias de crimes do Rio de Janeiro “Disque Denúncia” notificou a Câmara dos Deputados que havia mais de cinco gravações de pessoas falando sobre o planejamento de meu assassinato. Desde então, sou escoltada pela Polícia Legislativa. No entanto, não tenho informações sobre as investigações em andamento, sobre quem está fazendo essas ameaças e o porquê”, escreve a deputada.

“A violência política contra as mulheres, especialmente mulheres negras, tem diversos impactos em nossas vidas e pode impedir que novas lideranças e defensoras de direitos humanos, como eu, ocupem espaços de poder”, acrescenta.

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