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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Tebet defende diálogo para enfrentar crise

Equipe BR Político

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A presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), adotou o mesmo tom cauteloso que vem sendo usado pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para reagir às últimas declarações do presidente Jair Bolsonaro e ao agravamento da crise econômica global em razão do coronavírus.

Ela defendeu que Maia e Alcolumbre estão corretos em buscar o diálogo mesmo diante da radicalização de Bolsonaro, que na segunda-feira disse que só deixará de apoiar as manifestações do próximo domingo se o Congresso desistir de votar os três PLNs que tratam da redistribuição de recursos orçamentários, que ele mesmo enviou ao parlamento. O presidente também declarou que tem “provas” de que a venceu as eleições de 2018 em primeiro turno e de que o pleito foi fraudado.

Tebet foi a entrevistada do Roda Viva desta semana e criticou as atitudes e as declarações de Bolsonaro, mas sem avançar o sinal ao se posicionar a respeito de como as instituições devem reagir. Ainda assim, reconheceu que o País vive, sim, uma crise institucional, graças à tendência do presidente de manter a tensão com os demais Poderes sempre no grau máximo.

Ela disse que apenas a votação das três Propostas de Emenda à Constituição do plano Mais Brasil, que tramitam na comissão que preside, não são suficientes para enfrentar a crise econômica que se agrava, e defendeu que o governo lidere um diálogo com os demais Poderes para buscar novas respostas.

Para ela, é uma irresponsabilidade o presidente convocar pessoas para irem à manifestação do dia 15 quando todo o mundo evita aglomerações por conta da epidemia de coronavírus. “Se uma pessoa na Paulista estiver com o vírus ela contamina pelo menos 20 e em menos de uma semana esses 20 espalham o vírus para 400”, estimou.