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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Técnicos do Ibama questionam silêncio imposto sobre desastre

Equipe BR Político

Especialistas ambientais do Ibama contestaram em ofício, no dia 2 de outubro, a proibição imposta ao órgão pelo Ministério do Meio Ambiente de comunicação com a imprensa em situações de emergência, conforme documento obtido pelo Globo. “Sugerimos rever a desautorização de comunicação com a imprensa em situações emergenciais com vistas a salvar a vida de animais, além de orientar a população sobre a presença de óleo nas praias”, dizem o técnicos.

O texto aponta também que “no início do incidente não havia protocolos e procedimentos visando a orientar as equipes do Ibama de como proceder em caso de encontro com animais oleados (…) Nem todos os animais mortos foram recolhidos e encaminhados para necrópsia. Não houve coleta de óleo de todos os animais”.

A pasta responsável pelo Ibama não respondeu a demandas do BRP sobre o desastre marítimo. O ministério, bem como o órgão e a União, são questionados pelo Ministério Público Federal por suspeitas de omissão e improbidade administrativa pela não implementação do Plano Nacional de Contingência (PNC). Segundo documento obtido pelo Estadão, o PNC foi formalizado no dia 11 de outubro, ou seja, 41 dias depois do primeiro registro da mancha de óleo no litoral do Nordeste. O documento designava a Marinha do Brasil como “coordenadora operacional” das ações. Questionado sobre a formalização, o almirante da Marinha, João Alberto Lampert, limitou-se a dizer: “É formalidade”.

Dois dias depois das primeiras ocorrências, a Marinha, em parceria com Ibama e Petrobrás, tomou as primeiras ações efetivas. Era função do MMA, no entanto, ter liderado todo o processo, conforme consta do PNC, o que não ocorreu.

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