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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Teich hesitante sobre a hidroxicloroquina

Equipe BR Político

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A principal crítica do bolsonarismo ao ministro da Saúde, Nelson Teich, é em relação à hidroxicloroquina. Apoiadores do presidente cobram que o substituto de Luiz Henrique Mandetta levante, assim como faz Jair Bolsonaro, a bandeira de defesa do medicamento. Teich, no entanto, dá cada vez mais sinais de hesitação em relação à adoção da droga no combate ao novo coronavírus. O uso científico da hidroxicloroquina já possui bibliografia no tratamento de doenças como a malária e o lúpus. Não há estudos que comprovem a eficácia do medicamento no tratamento da covid-19.

O ministro da Saúde, Nelson Teich

O ministro da Saúde, Nelson Teich Foto: Dida Sampaio/Estadão

Na terça-feira, 12, o ministro usou as redes sociais para afirmar que os pacientes com covid-19 devem entender os riscos e assinar o “Termo de Consentimento” antes de iniciar o tratamento com uso da cloroquina. Com essa condição, o ministro lembrou que o Ministério da Saúde autoriza o uso do remédio para pacientes hospitalizados.

“Um alerta importante: a cloroquina é um medicamento com efeitos colaterais. Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o “Termo de Consentimento” antes de iniciar o uso da cloroquina”, escreveu Teich no Twitter.

O ministro afirmou que o Ministério da Saúde acompanha pesquisas nacionais e internacionais sobre o tratamento do coronavírus. Além da cloroquina, há estudos que avaliam a eficácia de mais de dez medicamentos em pacientes com covid-19, disse o ministro.