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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Tem ou não tem nova CPMF?

Marcelo de Moraes

Dentro da discussão da reforma tributária, adversários da proposta que está sendo desenhava pelo governo acusam a equipe econômica de tentar reviver a CPMF só que com outro formato. Perguntado sobre a possibilidade dessa volta, Jair Bolsonaro negou. Mas, na sua coluna no Estadão, a jornalista Adriana Fernandes conta que a história não é bem assim. “Jair Bolsonaro deu, nesta sexta-feira, um sonoro “não” à volta da CPMF. Mas a declaração do presidente não mudou em nada a intenção da equipe econômica de buscar a aprovação de uma contribuição incidente sobre os meios de pagamentos para bancar a desoneração da folha salarial das empresas”, escreve Adriana.

Segundo a colunista, “é parte da estratégia do ministro da Economia, Paulo Guedes, justamente procurar distinguir a nova contribuição previdenciária da velha CPMF, que deixou de vigorar em 2007 depois que o Congresso rejeitou a proposta do governo Lula de prorrogar a sua vigência por mais quatro anos”. “Ao dizer mais uma vez que a CPMF não volta, Bolsonaro, de certa forma, ajuda nessa estratégia da via da diferenciação. O discurso do presidente reforça o mote da área econômica de que uma coisa não é mesma que a outra, para convencer os parlamentares a encampar a ideia de uma nova contribuição na votação da reforma tributária”, conta a jornalista.

 

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