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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Temor por represália a Bolsonaro na ONU

Equipe BR Político

Menos de 20 dias antes de o presidente Jair Bolsonaro discursar na Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), o Palácio do Planalto já se prepara para que o brasileiro seja alvo de protestos por conta, principalmente, das recentes declarações contra a alta comissária da ONU, Michelle Bachelet.

O presidente da República, Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Foto: Gabriela Biló/Estadão

O governo já mapeou que representantes de Venezuela, Cuba e até a França devem se retirar antes de Bolsonaro começar a falar. Essa será a estreia dele na abertura da Assembleia da ONU. Há preocupações de que essa demonstração de insatisfação possa se ampliar em decorrência dos posicionamentos e ataques de Bolsonaro a diversos países.

Interlocutores do presidente afirmam que, por causa das variadas frentes de tiro abertas por Bolsonaro intencionalmente, representantes de outros países podem se retirar, em uma atitude que representaria um desgaste muito grande para a imagem do País. No evento, Bolsonaro deve fazer um discurso nacionalista que não admitirá intromissões em questões internas. Uma clara indireta ao francês Emmanuel Macron.

Na tentativa de que o protagonismo de Bolsonaro não seja apenas no sentido negativo, o governo brasileiro está articulando agendas bilaterais para evitar que ele fique isolado no encontro, de acordo com o Broadacst Político. As manifestações contra Bolsonaro não devem ficar apenas dentro da sede da ONU em Nova York. Como aconteceu nas outras duas visitas do brasileiro aos Estados Unidos grupos contrários ao seu governo devem protestar pelas ruas da cidade.

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