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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Teto de gasto ‘será supérfluo’ com desindexações, diz Guedes

Equipe BR Político

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O ministro Paulo Guedes afirmou nesta terça, 1, que o teto de gastos será supérfluo dentro de alguns anos com a aprovação da PEC do novo pacto federativo que propõe o chamado 3D: desindexar, desobrigar e desvincular. “O teto vai se tornar supérfluo dentro de uns 3, 4 anos. Hoje ele é a única âncora que sobrou”, disse ele em sessão da Comissão Mista da Covid-19 do Congresso. O relator da PEC, Márcio Bittar (MDB-AC), fez o mesmo discurso hoje à imprensa após reunião com o presidente Jair Bolsonaro. “Vincular receita, como na educação, resolveu algum problema? Não”, afirmou ele.

O ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Gabriela Biló/Estadão

A política 3D é uma das principais bandeiras de Guedes. A criação do teto, disse, foi um “grito desesperado” contra o aumento de gastos. Com a PEC, os governantes passarão a assumir o controle do orçamento, defendeu. “A essência da política é decidir sobre os recursos públicos. Hoje o governador eleito não manda no orçamento dele. 96% está tudo vinculado. Quem manda no orçamento publico brasileiro são grupos de interesse que capturaram parcelas orçamentárias e indexaram tudo. Está tudo obrigatório, e a classe política não consegue decidir como usar”, acrescentou.

 

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