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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Todo mundo de pires na mão

Vera Magalhães

À medida que 2019 avança, os três Poderes travam uma corrida de resistência para encerrá-lo sem paralisar suas atividades por falta de recursos orçamentários. O noticiário desta segunda-feira está recheado de reportagens que mostram essa penúria e outras que apontam saídas buscadas pelas pastas e pelos governos para encontrar um oásis de verbas no deserto da escassez.

O Palácio do Planalto, sede do governo, em Brasília

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

No primeiro grupo estão reportagens do Estadão que mostram o risco de paralisação de setores do Judiciário por falta de dinheiro. A preocupação também já se projeta para 2020, quando o Executivo vai parar de bancar uma compensação para gastos que extrapolem o teto constitucional. A margem para cortar custos é pequena, dado o comprometimento com pagamento de salários.

Na linha “me dá um dinheiro aí”, depois da corrida de vários setores ao chamado Fundo da Petrobras (cerca de R$ 2,5 bilhões resultantes de acordo em que a Justiça dos EUA deixou que a multa bilionária da estatal com os desmandos apontados na Lava Jato ficasse no Brasil), agora a outra fonte de recursos cobiçada é o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, que também acumula R$ 2,5 bilhões. Resultado de multas de órgãos como Cade e de infrações a direitos do consumidor, a verba está na mira do ministro Sérgio Moro (Justiça). O TRF da 3ª Região define o destino da verba na semana que vem.

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