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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Trump tromba em obstáculo para adiar eleições

Equipe BR Político

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Com gasto de campanha pela reeleição na casa dos US$ 200 milhões desde janeiro até o momento, contra US$ 95 milhões do adversário Joe Biden, o presidente Donald Trump sugeriu na quinta, 30, o adiamento das eleições de novembro, no momento em que os Estados Unidos se mantêm como epicentro da pandemia do novo coronavírus, a economia do país passa por histórica retração e as pesquisas o colocam atrás de Biden. O presidente, no entanto, não tem o poder de mudar a data. Cabe ao Congresso dos EUA, que escolheu a primeira terça-feira do mês de novembro após a primeira segunda-feira (se a primeira terça-feira do país cair no dia 1º, as eleições serão realizadas no dia 8 de novembro). É assim desde 1845.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Foto: Leah Millis/Reuters

“Em uma emergência, o presidente tem liberdade para fazer uma série de coisas que normalmente não poderia, mas apenas porque ele tem esses poderes designados pelo Congresso em leis como a Lei Nacional de Emergências”, afirmou Sylvia Albert, diretora de votação e eleições da Common Cause, uma organização sem fins lucrativos que defende o acesso facilitado ao voto, informa o Estadão. “Mas a Constituição dá poder ao Congresso, não ao presidente, para escolher o dia da eleição. Nenhuma lei aprovada pelo Congresso delegou tal poder ao presidente, mesmo num caso emergencial.”

A ideia de Trump não recebeu apoio de republicanos da linha de frente do trumpismo, como os senadores Mitch McConnell, de Kentucky, que é líder da maioria, e Marco Rubio, da Flórida.

Nesta sexta, 31, o secretário de imprensa da Casa Branca informou que o governo não vai liberar nenhum centavo para que os Estados realizem as eleições de forma segura contra fraudes no processo de votação via correios.

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