Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

TSE julga pedidos de cassação da chapa Bolsonaro-Mourão

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a julgar nesta terça-feira, 9, ações que pedem a cassação da chapa do presidente Jair Bolsonaro e do vice, Hamilton Mourão, eleita em 2018. Os dois primeiros pedidos a serem pautados tratam sobre ataques cibernéticos ao grupo de Facebook “Mulheres Unidas contra Bolsonaro” que teria favorecido Bolsonaro.

O presidente da República Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão.

O presidente da República Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Na duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) que devem ser julgadas hoje, os então candidatos à Presidência Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL) alegam que, durante a campanha, em setembro de 2018, o grupo virtual ‘Mulheres Unidas contra Bolsonaro’, que reunia mais de 2,7 milhões de pessoas, sofreu ataque virtual que alterou o conteúdo da página. As interferências atingiram o visual e até mesmo o nome do grupo, que passou ser chamado de ‘Mulheres COM Bolsonaro #17’. O então candidato beneficiado com a mudança compartilhou a imagem alterada, agradecendo o apoio. Para os adversários, a atitude configurou abuso eleitoral.

A avaliação na corte eleitoral, porém, é de que esses questionamentos têm pouca chance de irem adiante, mas ainda há outras ações na lista para serem julgadas que preocupam mais o Palácio do Planalto, como as que tratam de disparos de mensagens em massa pelo WhatsApp.

O relator do caso no TSE, ministro Og Fernandes, já votou contra os pedidos de Marina e Boulos em novembro do ano passado, mas o ministro Edson Fachin pediu vista do processo.

Em seu voto, o relator afirmou que, mesmo que tenha sido comprovada a invasão da página, as investigações não foram conclusivas quanto à sua verdadeira autoria. O ministro também acrescentou que a invasão ao perfil em rede social não teve gravidade capaz de causar ofensa à normalidade e à legitimidade das eleições, informou o Broadcast Político.

 

Tudo o que sabemos sobre:

cassaçãochapa Bolsonaro-MourãoTSE