Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ufal diz que óleo no NE não veio de navio grego

Equipe BR Político

O Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), vinculado à Universidade Federal de Alagoas (Ufal), contesta a linha de investigação do governo brasileiro a respeito da origem do vazamento do óleo no Nordeste, que suspeita do navio grego Bouboulina. Uma das hipóteses do laboratório é a de que o óleo poderia estar vindo do fundo do oceano, algo que tanto a Marinha quanto o Ibama negam, especialmente de minas de petróleo do pré-sal. No dia 30, o diretor de proteção ambiental do Ibama, Olivaldi Alves Borges Oliveira, já falara dessa possibilidade em comissão da Câmara dos Deputados.

Fonte: Lapis / Wood Hole Oceanographic

“A provável mancha de óleo que ora o Lapis analisa, nas proximidades do Rio Grande do Norte, não foi causada pelo navio grego Bouboulina. Acompanhamos todo o itinerário do navio-tanque, desde a Venezuela até a Malásia, e identificamos que ele manteve velocidade constante, sem paradas, em todo o trajeto”, diz o site da instituição.

O laboratório segue, atualmente, duas linhas de investigação para identificar a origem do óleo, que “não mantêm relação de causalidade com o suposto vazamento do navio grego Bouboulina, informado pela Marinha do Brasil, no dia 1 de novembro”. A primeira estuda uma possível mancha de vazamento de óleo no mar, encontrada com o uso de um satélite europeu no Litoral Norte do Rio Grande do Norte, no dia 24 de julho. O navio grego somente passou pela região no dia 29 do mesmo mês. A segunda linha de investigação é uma imagem de satélite que capturou a presença de slicks (compostos de petróleo), próximo a Porto Seguro. “A imagem pode sinalizar um vazamento de petróleo do fundo do mar, derramamento a partir de um navio ou ser apenas resíduos de origem orgânica”.

Atualmente, a mancha está se aproximando da região Sul e já se aproxima do Espírito Santo. Todos os documentos do Lapis estão sendo enviados à comissão do Senado que acompanha a situação.

Tudo o que sabemos sobre:

pré-salóleo no NEvazamentobouboulina