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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

UnB reitera que não planta maconha

Equipe BR Político

A UnB voltou a repudiar nesta quarta, 11, por meio de nota, as acusações do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que a UnB planta maconha em suas dependências. Em novembro, quando a declaração do titular da pasta veio primeiramente a público, a universidade já contestara a afirmação. A UnB reitera que houve uma apreensão de vasos com maconha numa área vizinha à universidade, mas não nas dependências da instituição federal, em 2017. “Durante o processo de sindicância interna, foi confirmado, por meio de um parecer técnico, que o local da apreensão não pertence à UnB. Além disso, não houve, na Justiça, confirmação de autoria de crime pelos dois estudantes inicialmente citados como responsáveis pela polícia. Dessa forma, eles não foram condenados”, escreve a instituição.

Leia íntegra abaixo:

A Administração da Universidade de Brasília acompanhou, com indignação, as acusações feitas pelo ministro da Educação em audiência na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 11 de dezembro, na qual associa o ambiente das universidades federais – em especial a UnB – ao consumo massivo de drogas.

Conforme esta Administração já havia esclarecido anteriormente (https://noticias.unb.br/76-institucional/3682-nota-de-esclarecimento), o episódio citado pelo ministro decorreu de uma operação policial realizada em abril de 2017, quando foram apreendidos vasos com maconha em uma área não localizada na UnB. Por ser um local limítrofe ao campus Darcy Ribeiro, as forças de segurança da Universidade deram todo o apoio à polícia na ocasião.

Durante o processo de sindicância interna, foi confirmado, por meio de um parecer técnico, que o local da apreensão não pertence à UnB. Além disso, não houve, na Justiça, confirmação de autoria de crime pelos dois estudantes inicialmente citados como responsáveis pela polícia. Dessa forma, eles não foram condenados.

Na audiência desta quarta-feira, o ministro também mostrou uma reportagem sobre uma festa ocorrida no campus Darcy Ribeiro há pelo menos oito anos. O cenário apresentado não condiz com a realidade da instituição.

Causa espanto a esta Administração que o ministro da Educação retome, novamente, esses dois casos. A reiterada associação da imagem da UnB, bem como de outras universidades federais, a práticas ilícitas e à “balbúrdia” seria grave o bastante, mas se torna alarmante porque é feita de maneira espetaculosa e por parte de um gestor que deve defender a educação e as instituições públicas de ensino.

Chama a atenção, ainda, o recrudescimento da retórica do ministro, especialmente em uma semana em que a Administração da Universidade recebeu um e-mail anônimo com referência a uma agenda de Abraham Weintraub com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Walton Alencar Rodrigues, relator do processo que analisa as contas de 2017 da instituição.

De acordo com a mensagem, Weintraub se reuniu com Walton na última segunda-feira, 9 de dezembro, para pressioná-lo a não aprovar as contas da UnB de 2017 e, particularmente, as da reitora Márcia Abrahão – consideradas regulares pela área técnica do TCU. A Administração acionou Procuradoria Jurídica, que, por sua vez, contactou o Núcleo da Procuradoria Geral Federal em atuação no TCU para encaminhar uma petição ao gabinete do ministro Walton, dando ciência do e-mail recebido.

Tais fatos causam perplexidade e corroboram com a impressão de que o ministro da Educação não conhece as universidades federais brasileiras. Também sugerem que há uma perseguição contra a UnB, que é uma das melhores universidades da América Latina e patrimônio de todo o Brasil.

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