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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Vai e vem do couro

Equipe BR Político

Como quase tudo no Brasil ganha contornos de novela, o caso da exportação do couro brasileiro ganhou seu terceiro capítulo. Agora, a VF Corporation, empresa dona de marcas como Timberland, The North Face, Kipling e Vans, disse em nota enviada ao Estadão na noite de quarta-feira, 28, que decidiu não seguir se “abastecendo diretamente com couro e curtume do Brasil para os negócios internacionais até que haja a segurança que os materiais usados em nossos produtos não contribuam para o dano ambiental no País”.  A nota da empresa diz que desde 2017 busca aprimorar o abastecimento global de couro por meio de “estudos para garantir que os fornecedores de couro estejam de acordo com nossos requisitos de abastecimento responsável”.

Recapitulando: o primeiro capítulo aconteceu na manhã de ontem, quando foi divulgada carta do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, cobrando o governo por conta da “suspensão de compras de couros a partir do Brasil de alguns dos principais importadores mundiais”. A carta dizia que o boicote representava uma “informação devastadora”. Na sequência, veio o mais esquisito e confusos dos atos até aqui. O presidente da entidade, José Fernando Bello, disse que a carta se tratou de um “erro de pré-avaliação” da entidade. “A carta foi divulgada (pelo próprio CICB) antes da checagem com a empresa importadora”, disse Bello. “Esse importador estaria supostamente suspendendo as compras. Foi um equívoco nosso. Vamos corrigir a informação junto ao governo federal.”

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