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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Vaza Jato: Deltan usou Rede para tentar frear Gilmar

Equipe BR Político

O procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, extrapolou suas atribuições e, em articulação com a Rede Sustentabilidade, propôs ao partido uma ação no STF contra o ministro Gilmar Mendes, segundo reportagem do UOL, que tem como base as supostas mensagens trocadas via Telegram por integrantes da força-tarefa enviadas por fonte anônima ao site The Intercept Brasil. A articulação, que envolveu o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), resultou na apresentação de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo para impedir que Gilmar soltasse presos em processos que ele não fosse o juiz da causa.

De acordo com o UOL, Deltan pretendia driblar as limitações de seu cargo, já que no âmbito do MPF, a atribuição para atuar junto ao STF é exclusivamente da Procuradoria-Geral da República. Em nota, os procuradores da Lava Jato em Curitiba voltaram a dizer que não reconhecem as mensagens que têm sido atribuídas a eles. Randolfe e a Rede, em nota conjunta, negaram que o partido tenha sido usado para propor no STF uma ADPF elaborada pelos procuradores da Lava Jato. Afirmam que: “No caso em apreço, a ação citada foi ajuizada após o Ministro Gilmar Mendes ter concedido habeas corpus de ofício a Beto Richa e outros ‘ilustres’ investigados, burlando as regras de sorteio de relatoria do STF e se convertendo numa espécie de ‘Liberador-Geral da República'”.