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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Vazamento de dados da Cambridge Analytica inclui Brasil

Equipe BR Político

A extinta consultoria britânica de mineração da dados Cambridge Analytica, protagonista do escândalo de violação dos dados de 87 milhões de usuários de Facebook em 2018, fez planos para as eleições presidenciais no Brasil em 2018, conforme informam e-mails vazados na quinta, 2, por uma ex-funcionária da empresa do bilionário que nunca dá as caras, Robert Mercer, e colega de trabalho do marqueteiro Steve Bannon. A imprensa internacional, a partir de conteúdo fornecido por Brittany Kaiser, vai divulgar ao longo dos próximos meses alguns métodos de trabalho da Cambridge em 68 países, incluindo o Brasil.

Até o momento, as informações disponíveis são as de que a empresa estava atenta à insatisfação da “classe média” brasileira e de que o Amapá fora escolhido para a realização de um plano piloto, sem detalhar seu conteúdo e informar o contratante. “A classe média brasileira é creditada como sendo a força popular por trás dos protestos de 2013, e o Nordeste tem um alinhamento forte com Lula e o Partido dos Trabalhadores. Se os métodos da CA (Cambridge Analytica) forem eficazes, a situação política do Brasil pode ser chacoalhada”, diz um dos documentos, registra o Nexo. Em um dos trechos, a ex-consultoria cita “o desejo” dos eleitores do Brasil, frustrados com os rumos da política, por um “outsider”

 

 

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