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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Viúva de Marielle pede que Moro dê mais peso político ao caso

Equipe BR Político

Em reunião com o ministro Sérgio Moro, Mônica Benício, viúva da vereadora Marielle Franco, cobrou dele manifestação pública no caso das investigações do assassinato da ex-vereadora durante reunião na terça-feira, 15, com o titular da Justiça, em Brasília. Ela também pediu que ele insira na agenda “cobrança permanente” pela falta de resolução, como mostra o Globo.

Mônica Benício, ativista de direitos humanos e viúva de Marielle Franco

Mônica Benício. Foto: Daniel Ramalho/AFP

“Todos nós passamos vergonha após um ano e sete meses de um crime político dessa proporção não estar solucionado”, complementou Mônica ao Globo. Segundo ela, o ideal para elucidação seria uma força-tarefa formada por investigadores e ministérios públicos da esferas estadual e federal.

O encontro também contou com a participação de dois delegados da Polícia Federal que participaram do inquérito de obstrução da investigação, aberto por Raquel Dodge, ex-procuradora-geral da República. No relatório, foi constatado indícios de interesse de Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Rio, em atrapalhar a resolução do caso. Realizado no mês passado, em cerimônia de entrega do seu cargo, o pedido de federalização de investigação feito por Dodge encontrou resistência. O governador do Estado, Wilson Witzel (PSC), condenou a proposta e acusou a procuradora de “politizar” o crime.

Como você viu no BRP, a política de congratulações a policiais da família Bolsonaro já se estendeu a oficiais acusados de envolvimento com milícias, o que perpassa o caso de Marielle. Dois suspeitos de integrar grupo de extermínio que estaria envolvido no assassinato da ex-vereadora e do motorista Anderson Gomes já foram homenageados por indicação de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. São eles o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, foragido desde o início do ano, e o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, preso em janeiro de 2019.