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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Votações serão feitas remotamente na Câmara e no Senado

Gustavo Zucchi

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Nesta terça-feira, tanto as lideranças da Câmara quanto as do Senado estiveram reunidas buscando uma solução para o funcionamento das Casas durante a pandemia de coronavírus. A solução encontrada foi desenvolver um aplicativo que permita que as votações aconteçam remotamente. No Senado, já foi publicada uma Ata da Comissão Diretora instituindo uma espécie de plenário virtual. Na Câmara, a decisão foi a mesma.

Será utilizado o chamado Sistema de Deliberação Remota (SDR), que permite que os parlamentares se reúnam em situações em que a presença física no mesmo local não é possível, como em tempos de guerra, calamidade pública ou pandemia, como é o caso do coronavírus. A plataforma, que deve estar disponível já na próxima semana, permitirá debates e terá um sistema de verificação em duas etapas, garantindo que é o congressista que está votando.

O deputado Kim Kataguiri na Câmara dos Deputados nesta terça

O deputado Kim Kataguiri na Câmara nesta terça Foto: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

A situação exige este tipo de medida, já que há uma fatia considerável de parlamentares no grupo de maior risco da doença. São 134 deputados e senadores com mais de 65 anos. Sem eles, ficaria difícil conseguir quórum necessário para as votações. O que não está na pauta, segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é parar os trabalhos. “O Congresso brasileiro fechou só na ditadura. Não vai fechar mais”, afirmou.