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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Wajngarten repete roteiro para se defender

Gustavo Zucchi

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O secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, utilizou de estratégias recorrentes de membros governo para se defender. Ele convocou coletiva para dar explicações após surgir a informação de que é sócio de uma empresa que presta serviços para emissoras de televisão e agências de publicidade que recebem verbas governamentais. Em tom emotivo, Wajngarten falou de praticamente toda sua carreira no setor de comunicação. Disse ser “apaixonado” por Jair Bolsonaro, negou irregularidades, disse lutar contra grupos monopolistas e encerrou com as já tradicionais ameaças à imprensa: “Se determinados grupos de comunicação e institutos de pesquisa tinham em mim a tentativa de construir uma ponte de diálogo, esta ponte foi explodida hoje”.

Nada novo tratando-se de um membro do governo. Por exemplo o ministro Abraham Weintraub (Educação), repete o roteiro sempre que precisa. Utilizou a mesma estratégia do tom emotivo ao justificar o boletim recheado de notas ruins, relembrando as dificuldades do tempo de faculdade e mostrando uma cicatriz causada em um acidente sofrido na época. Weintraub também tem se colocado como combatente a grupos que desejam monopólio, em especial em sua última ida à Câmara, no final do ano passado. Já o tom bélico contra a imprensa pode ser visto em quase todas as “paradinhas” de Bolsonaro na porta do Alvorada e é repetida por ministros e membros do governo sempre que uma reportagem jornalística incomoda.

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