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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Washington Post classifica Bolsonaro como ‘pior líder’ na pandemia

Equipe BR Político

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O jornal americano Washington Post dedicou um espaço em seu editorial na terça-feira, 14, para analisar a ação de líderes mundiais que subestimam a gravidade do coronavírus. O presidente Jair Bolsonaro foi o destaque da publicação. Ao contrário de outros líderes e chefes de estado mulheres, que têm recebido elogios pela liderança na pandemia, o presidente brasileiro foi classificado como o caso mais grave de má conduta na crise, “de longe”. 

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro Foto: Dida Sampaio/Estadão

A atuação de Bolsonaro se sobressaiu entre os líderes negacionistas da pandemia. Entre eles, o líder da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, que aconselhou sua população a tomar saunas frequentes e beber vodka para evitar a contaminação pel1 covid-19 e o ditador da Nicarágua Daniel Ortega, que não é visto nem ouvido a público há um mês.

“A novela do coronavírus, que já infectou pelo menos 1,8 milhão de pessoas em 185 países, tornou-se um teste global da qualidade da governança. A gravidade do surto em muitas nações têm dependido do quão bem – ou mal – os governantes responderam a ele”, inicia o texto que retrata o presidente brasileiro como o principal representante dos governantes que desprezam a gravidade da crise. “De longe, o caso mais grave de má conduta é o do presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Quando as infecções começaram a se espalhar em um país de mais de 200 milhões de pessoas, o populista de direita reduziu o coronavírus a ‘uma gripezinha’ e instou brasileiros a enfrentar o vírus ‘como um homem, pô, não como um moleque’. Pior, o presidente tentou repetidamente minar as medidas tomadas pelos 27 governadores estaduais do país para conter o surto”, diz a publicação.

O conselho editorial do jornal termina fazendo um apelo. O texto afirma que presidente americano Donald Trump faria um grande favor se telefonasse a Bolsonaro e o pedisse para seguir os seus passos depois que Trump diminuiu sua a retórica de minimizar a pandemia e começou a apoiar os esforços de contenção da doença, momento a partir do qual os Estados Unidos começaram a ter um desempenho melhor no combate à pandemia, segundo o jornal.