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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Wassef diz que delator é usado como ‘míssil teleguiado’

Equipe BR Político

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Um dos alvos de mandados de busca e apreensão da Operação E$quema S, o advogado Frederick Wassef, que já defendeu o senador Flávio Bolsonaro, negou nesta quarta, 9, ter praticado qualquer irregularidade investigada pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e Receita Federal no Sistema S. Ele não foi denunciado, mas é investigado por suspeita de ter recebido R$ 2,7 milhões do escritório da ex-procuradora Luiza Nagib Eluf, que foi contratado pela Fecomércio do Rio de Janeiro.

O advogado Frederick Wassef

O advogado Frederick Wassef Foto: Gabriela Biló/Estadão

Segundo Wassef, os policiais “assustaram seis pais idosos” quando chegaram em sua casa, no Morumbi, em São Paulo. O advogado contesta as acusações feitas contra ele pelo delator Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio-RJ, preso em fevereiro de 2018 no âmbito da Operação Jabuti, que deu origem à operação de hoje. A Jabuti investiga desvio de recursos da entidade fluminense, lavagem de dinheiro e honorários advocatícios com recursos da entidade. Wassef diz que Diniz foi “usado como um míssil teleguiado” pelos advogados “para me atingir visando atender o interesse de um outro cliente em comum”.

“No dia de hoje foi cumprido um mandado de busca e apreensão em minha residência no Morumbi assustando meus pais idosos que moram comigo e não podem ter contato com ninguém pela questão da pandemia. Nenhuma irregularidade foi encontrada e, por consequência, não houve a apreensão de nada. O mesmo se sucedeu em meu escritório de advocacia: nada foi apreendido.

Não fui denunciado como os demais advogados e nada tenho que ver com nenhum esquema de Fecomercio. Jamais fui contratado pela Fecomercio ou recebi pagamentos desta entidade. Fui contratado por um renomado escritório de advocacia criminal de São Paulo que tem como dona uma conhecida procuradora do Ministério Público de SP e que sua biografia é um exemplo de integridade, retidão e honestidade, além de ter dedicado sua vida no combate ao crime como atuante promotora e procuradora de justiça que foi.

Todos os meus serviços, de todos os clientes, foram prestados. Meus honorários foram declarados à Receita Federal e todos os impostos pagos na totalidade. Após dois anos e meio de investigação não fui denunciado. Jamais em minha vida pratiquei qualquer irregularidade e nunca fui investigado ou respondi a qualquer processo. Sou aprovado pelo rigoroso compliance de todos os Bancos e de meus clientes.

O delator Orlando Diniz está deliberadamente mentindo a meu respeito a mando de advogados inescrupulosos que estão usando-o como míssil teleguiado para me atingir visando atender o interesse de um outro cliente em comum.

Denunciei no ano passado a uma autoridade pública o esquema e uma engenharia criminosa que estava sendo montada para usar o delator para me atingir e já existe uma investigação em curso apurando tais fatos.”

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