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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Wassef, Zanin e advogada de Witzel são alvo da PF em investigação sobre desvio de R$ 355 mi

Equipe BR Político

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O Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Receita Federal estão nas ruas na manhã desta quarta-feira, 9, para cumprir 50 mandados de busca e apreensão na Operação E$quema S, que investiga possível desvio, entre 2012 e 2018, de cerca de R$ 355 milhões das seções fluminenses do Sesc, Senac e Fecomércio.

O advogado Frederick Wassef, defensor do presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Entre os alvos das buscas estão o advogado Frederick Wassef, que já defendeu o senador Flávio Bolsonaro, o advogado Cristiano Zanin, que representa o ex-presidente Lula, e a advogada Ana Tereza Basilio, que defende o governador afastado do Rio Wilson Witzel. Endereços pessoais, escritórios de advocacia e outras empresas estão na mira da operação.

Segundo o Ministério Público Federal, entre 2012 e 2018 o Sesc, o Senac e a Fecomércio do Rio teriam destinado mais de 50% do seu orçamento anual a contratos com escritórios de advocacia. A denúncia, que já foi aceita pela Justiça Federal, indica que de tal montante, ao menos R$ 151 milhões foram desviados em esquema liderado por Orlando Santos Diniz, ex-gestor das entidades e delator, e também por Marcelo Almeida, Roberto Teixeira, Cristiano Zanin, Fernando Hargreaves, Vladimir Spíndola, Ana Tereza Basílio, José Roberto Sampaio, Eduardo Martins, Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo. Os 11 foram denunciados por organização criminosa, indicou a Procuradoria.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o esquema incluía “o uso de contratos falsos com escritórios daqueles acusados ou de terceiros por eles indicados, em que serviços advocatícios declarados não eram prestados, mas remunerados por elevados honorários”.