por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Weintraub chama universidades de ‘torres de marfim’

Equipe BR Político

Na manhã desta terça-feira, 14, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, declarou que não estão descartados novos cortes no orçamento do MEC e que a liberação dos recursos congelados está condicionada à aprovação da reforma da Previdência. O ministro também disse que é favorável à entrada da polícia nas universidades. “Autonomia universitária não é soberania”, repetiu, durante café da manhã com jornalistas, segundo o Broadacst Político. Weintraub argumentou que, no passado, a regra pode ter feito sentido, mas atualmente é dispensável. “Entendo por que no passado foi criada essa soberania universitária. Mas hoje não tem necessidade de a polícia não poder entrar no campus”, disse, para mais tarde completar: “Por que as universidades têm regras diferentes do resto do Brasil?”.

Weintraub se referiu às universidades como “torres de marfim” e afirmou que a autonomia das instituições deve se dar também na área financeira, com a criação de mecanismos que permitam a busca de recursos e patrocínios. “Hoje elas não podem… Não estou falando em cobrar, sou contra cobrar dos alunos de graduação.” Mas, emendou, “o ideal seria a criação de mecanismos para que empresas se tornem patronas de instituições, possam construir prédios, colocar nomes nas novas instalações”, disse. “Essas torres de marfim que a gente criou impedem que renda possa ser gerada para ser usada na pesquisa”, completou.