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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Weintraub diz que não precisa de autorização para falar de Holocausto

Equipe BR Político

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Um dia depois de ter uma publicação nas redes sociais criticada por associações judaicas do Brasil e do exterior, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a comparar, nesta sexta-feira, 29, o cenário político nacional com a Alemanha nazista. Desta vez, também, afirmou que não precisa de “autorização de ninguém”para falar sobre o Holocausto. Na última quarta, Weintraub comparou a operação da Polícia Federal a partir do inquérito das fake news no STF com a “Noite dos Cristais”, episódio de extrema violência contra os judeus, ordenada pelo regime nazista, na Alemanha, que revelou ao mundo a violência antissemita.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub

O ministro da Educação, Abraham Weintraub Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Primeiro prenderam quem defendia a LIBERDADE. Depois, a grande mídia nazista, dos poderosos, afirmava: ‘o Holocausto não existe’.
Lutar pela LIBERDADE de expressão? De opinião, de pensamento, de informação? ‘Bobagem, peguem a senha e aguardem na fila’.
#LibertemJurandirEBronze”, escreveu Weintraub na postagem.

Foto: Reprodução/Twitter

Em resposta a um seguidor, Weintraub disse não precisar de autorização de ninguém para falar sobre o Holocausto, já que seus familiares foram vítimas dele. “Os Weintraub, crianças inclusive, foram mortos pelos nazistas. Meu avô José Weintraub foi um dos pouquíssimos que sobreviveram aos campos de concentração. NÃO PRECISO DA AUTORIZAÇÃO DE NINGUÉM para falar do Holocausto. FALO POR MIM E POR MINHA FAMÍLIA. Ainda tenho essa LIBERDADE?”, escreveu.

Foto: Reprodução/Twitter

Ontem, a Embaixada de Israel pediu publicamente que as comparações parassem de ser feitas para fins políticos e ideológicos. O cônsul-geral de Israel em São Paulo, Alon Lavi, também criticou qualquer comparação com a “solução final” do nazismo, que resultou no extermínio de cerca de 6 milhões de judeus.